domingo, 2 de março de 2014

O TEMPO




Pássaros não usam relógios mas infalivelmente deixam seus ninhos no
amanhecer e retornam no entardecer. Outros animais também vivem conforme as
mudanças cíclicas do dia e das estações do ano. Mas nós, humanos, mesmo
dispondo de todos os instrumentos para medir o tempo, não fazemos as coisas
pontualmente. Essa é uma das maiores razões para a nossa pressa,
preocupação, stress e ansiedade. Parece que os relógios ainda não nos
ensinaram o valor do tempo.

Brahma Kumaris



 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

AMIGOS


Reinauguração
Carlos Drummond de Andrade

Entre o gasto dezembro e o florido janeiro,
entre a desmistificação e a expectativa,
tornamos a acreditar, a ser bons meninos,
e como bons meninos reclamamos
a graça dos presentes coloridos.

Nossa idade - velho ou moço - pouco importa.
Importa é nos sentirmos vivos
e alvoroçados mais uma vez, e revestidos de beleza,
a exata beleza que vem dos gestos espontâneos
e do profundo instinto de subsistir
enquanto as coisas ao redor se derretem e somem
como nuvens errantes no universo estável.

Prosseguimos. Reinauguramos. Abrimos os olhos gulosos
a um sol diferente que nos acorda para os descobrimentos
Esta é a magia do tempo
Esta é a colheita particular
que se exprime no cálido abraço e no beijo comungante,
no acreditar na vida e na doação de vivê-la
em perpétua procura e perpétua criação.
E já não somos apenas finitos e sós.

Somos uma fraternidade, um território, um país
que começa outra vez no canto do galo de 1º de janeiro
e desenvolve na luz o seu frágil projeto de felicidade.
                
      Que a alegria de viver se faça presente neste natal e que todos os projetos se realizem plenamente em 2014.
Muita luz

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Uma bela história


SUA VEZ, VOVÔ...

 

Da Europa em guerra, conta-se que uma família foi forçada a sair de sua casa quando tropas inimigas invadiram a localidade onde viviam. Para fugir aos horrores da guerra, perceberam que sua única chance seria atravessar as montanhas que circundavam a cidade.
Se conseguissem êxito na escalada, alcançariam o país vizinho e estariam a salvo. A família compunha-se de umas dez pessoas, de diversas idades. Reuniram-se e planejaram os detalhes: a saída de casa, por onde tentariam a difícil travessia. O problema era o avô.
Com muitos anos aos ombros, ele não estava muito bem. A viagem seria dura.
— "Deixem-me", falou ele. - "Serei um empecilho para o êxito de vocês. Somente atrapalharei.
Afinal, os soldados não irão se importar com um homem velho como eu".
Entretanto, os filhos insistiram para que ele fosse. Chegaram a afirmar que se ele não fosse, eles também ali permaneceriam.
Vencido pelas argumentações, o idoso cedeu. A família partiu em direção à cadeia de montanhas. A caminhada era feita em silêncio.
Todo esforço desnecessário deveria ser poupado. Como entre eles havia uma menina de apenas um ano, combinaram que, a fim de que ninguém ficasse exausto, ela seria carregada por todos os componentes da família, em sistema de revezamento.
Depois de várias horas de subida difícil, o avô se sentou em uma rocha. Deixou pender a cabeça e quase em desespero, suplicou: - "Deixem-me para trás. Não vou conseguir. Continuem sozinhos".
— "De forma alguma o deixaremos. Você tem de conseguir. Vai conseguir", falou com entusiasmo o filho.
— "Não", insistiu o avô, "deixem-me aqui".
O filho não se deu por vencido. Aproximou-se do pai e energicamente lhe disse: - "Vamos, pai. Precisamos do senhor. É a sua vez de carregar o bebê".

O homem levantou o rosto. Viu as fisionomias cansadas de todos. Olhou para o bebê enrolado em um cobertor, no colo do seu neto de treze anos. O garoto era tão magrinho e parecia estar realizando um esforço sobre-humano para segurar o pesado fardo. O avô se levantou. - "Claro", falou, "é a minha vez. Passem-me o bebê".
Ajeitou a menina no colo. Olhou para o seu rostinho inocente e sentiu uma força renovada. Um enorme desejo de ver sua família a salvo, numa terra neutra, em que a guerra seria somente uma memória distante tomou conta dele. - "Vamos", disse, com determinação.
— "Já estou bem. Só precisava descansar um pouco. Vamos andando". O grupo prosseguiu, com o avô carregando a netinha. Naquela noite, a família conseguiu cruzar a fronteira a salvo.
Todos os que iniciaram o longo percurso pelas montanhas conseguiram terminá-lo. Inclusive o avô.
Se alguém a seu lado, está prestes a desistir das lutas que lhe compete, ofereça-lhe um incentivo. Recorde da importância que ele tem para a pequena ou grande comunidade em que se movimenta. Lembre-o que, no círculo familiar, na roda de amigos ou no trabalho voluntário, ele é alguém que faz a diferença..
Ninguém é substituível. Cada criatura é única e tem seu próprio valor. Uma tarefa pode ser desempenhada por qualquer pessoa, mas uma pessoa jamais substituirá a outra. Não permita que ninguém fique à margem do caminho somente porque não recebeu um incentivo, um estímulo, um motivo para prosseguir, até a vitória final.



Autoria Desconhecida

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Palestra do rabino...

No mês de agosto de 2001, Moshê (nome fictício), um bem sucedido
             empresário judeu, viajou para Israel a negócios.
             Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário
             aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na
             esquina das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém.
             O estabelecimento estava superlotado.
             Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar
             muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma
             coisa, mas ele não dispunha de tanto tempo.
             Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de
             pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu.
             Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe
            se ele aceitaria entrar na fila na sua frente.
             Mais do que agradecido Moshê aceitou.
             Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima
             reunião.
             Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo
             > aterrorizador.
             Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que
             ele acabara de percorrer o que acontecera.
             O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na
             pizzaria Sbarro`s.
             Moshê ficou branco.
             Por apenas dois minutos ele escapara do atentado.
             Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar
             na fila.
             Certamente ele ainda estava na pizzaria.
             Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.
             Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se
             aquele homem necessitava de ajuda.
             Mas encontrou uma situação caótica no local.
             A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos
             para aumentar seu poder destrutivo.
             Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas
             morreram, sendo seis crianças.
             Cerca de outras noventa pessoas ficaram ferida,algumas em condições
             críticas.
             As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada.
             Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico,
             outras tentando ajudar de alguma forma.
             Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas
             eram socorridas por policiais e voluntários.
             Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda.
             Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército.
             Moshê procurou seu "salvador" entre as sirenes sem fim, mas não
             conseguiu encontrá-lo.
             Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera
             com o israelense que lhe salvara a vida.
             Moshê estava vivo por causa dele.
             Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda
             e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida.
             O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião
             que o aguardava.
             Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham
             sido levados os feridos no atentado.
             Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais.
             Ele estava ferido, mas não corria risco de vida.
             Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava
             acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera.
             Disse que faria tudo que fosse preciso por ele.
             Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida
             Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu
             cartão com ele.
             Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não
             deveria hesitar em comunicá-lo.
             Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório
             em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma
            >
             operação de emergência.
             Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada
             cirurgia fica em Boston, Massachussets.
             Moshê não hesitou.
             Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos
             dias.
             Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu
            amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.
             Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo
             senso de gratidão.
             Outra pessoa poderia ter dito "Afinal, ele não teve intenção de
             salvar a minha vida, apenas me ofereceu um lugar na fila..."
             Mas não  Moshê,ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após
             o atentado.
             E ele sabia como retribuir um favor.
             Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu
             amigo, e deixou de ir trabalhar.
             Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze
             de setembro de 2001.
             Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade
             Center Twin Towers.
             (Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand)
             "Entrai pelas portas dele com gratidão,e em seus átrios com louvor;
            louvai-o, e bendizei o seu nome." Salmos 100:4

quarta-feira, 8 de maio de 2013

FRAGMENTOS DE UMA VIDA


Se eu fosse você eu diria obrigada
por todos os passeios que fizemos juntos correndo pela praia,
rolando nas areias úmidas e quentes de verões passados.

Se eu fosse você diria obrigada por tantas vezes
ter me protegido da chuva, do frio...
Por ter me mostrado a beleza das estrelas
e sentir ao meu lado as transformações do tempo e as minhas também.

Se eu fosse você eu diria obrigada por não me deixar triste,
por enxugar as minhas lágrimas...
Diria obrigada por ter olhos somente para mim mesmo quando,
às vezes, os meus se fecham por falta de bom senso.

Se eu fosse você diria obrigada por cada sorriso que me ofereceu,
por cada beijo, por cada abraço, e que abraços!!!
Diria obrigada por poder eu adormecer inúmeras vezes em seu regaço
sentindo seu cheiro e o calor inconfundível do seu corpo protetor.

Se eu fosse você diria obrigada por sempre estar preocupada comigo
quando não estou distante de seus olhos...

Se eu fosse você diria obrigada por nunca demonstrar desânimo
para atender as minhas exigências...
Por preparar o prato mais delicioso...

Diria obrigada por jamais me negar um carinho
mesmo quando o cansaço lhe atravessava a alma...

Diria obrigada por acreditar em mim no momento que a minha vida
parecia um barco sem rumo,
Quando me senti menor que uma partícula de poeira jogada ao vento.

Diria obrigada por você ser a luz que brilha na escuridão,
por saber que você me dá forças para vencer
as vicissitudes nas horas de ínfimo desgosto...

Diria que você é como aquela suave brisa que ameniza o sol abrasador,
um universo em miniatura no alcance das minhas mãos,

Se eu fosse você eu diria obrigada por segurar a minha barra
quando da primeira desilusão, a segunda...

Ah! e última também!
Se eu fosse você eu diria obrigada por você existir...
Se eu fosse você eu diria quantas vezes fossem necessárias:
- Obrigada pelos meses que me carregou no ventre,
Pelos sofrimentos que passaste por minha causa.
Diria obrigada pelas noites em claro...
Pelas tantas de lágrimas que derramou por mim,
Obrigada pelas lições que aprendo com você.

Você é a melhor mãe do mundo!

...Eu te amo...

Milton Cavalieri

 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A ARANHA

A aranha.

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:
- "Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!"

Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha. A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha. O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado:
- "Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha."
- "Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar..."

Abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia. Estavam os malfeitores entrando na trilha, na qual ele se encontrava esperando apenas a morte. Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:
- "Vamos, entremos nesta trilha!"
- "Não, não está vendo que tem até teia de aranha!? Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas..."

Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível. Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos confiança n'Ele para deixar que sua glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.



PROFESSOR ANTONIO NEME

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Falar com Amor

Falar com amor não é apenas uma coisa emocional.


É fisiológico.

É a habilidade de colocar energia na sua voz de
forma que ela se estenda além das palavras.

É tornar todas as suas palavras em uma mensagem
para você primeiro.

Assim você é honesto, filtrando tudo através do seu
próprio sistema.

Assim as pessoas acreditarão em você.

Perceba os sentimentos e motivos que acompanham
suas palavras e então você nunca terá que dizer:
Eu não queria falar aquilo, mas agora eu já falei.


Brahma Kumaris

quarta-feira, 21 de março de 2012

REDAÇÃO DO CONCURSO DA VOLKSWAGEM

No processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: 'Você tem experiência'? A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e com certeza ele será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma. REDAÇÃO VENCEDORA: Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar. Já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto. Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro. Já me cortei fazendo a barba apressado. Já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas. Já subi em árvore pra roubar fruta. Já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas. Já escrevi no muro da escola... Já chorei sentado no chão do banheiro. Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando. Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado. Já me joguei na piscina sem vontade de voltar. Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios. Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso. Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua. Já gritei de felicidade. Já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol. Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas. Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?' .
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência...Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? "Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?"

A LUZ DO OLHAR



Mesmo diante de todos os problemas,
da maior das dores,
do desabar de tetos,
das lágrimas que rolam...
Mesmo quando as coisas que sonhamos,
as pessoas de quem gostamos,
os momentos que nos cativam
e os sentimentos que nos confortam se vão...
Mesmo quando há mais não que sim,
as portas se fecham a todo instante,
há mais noite que dia,
há mais problemas que soluções...
Mesmo quando tudo parece perdido,
quando todos parecem ter desistido,
quando o provável se torna impossível...
... sempre haverá um caminho.
... sempre haverá uma solução.
... sempre haverá um amanhã.
...enquanto mantivermos brilhando
a Luz do Olhar...
A Luz que guia, que mostra a esperança,
um novo caminho, uma nova alternativa
nos conduzirá à vitória!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O Profeta



Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão: Que haja antes um mar ondulante entre as praias de vossas almas. Encheis a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça. Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço. Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vos estar sozinho, Assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia. Dai vossos corações, mas não confieis a guarda um do outro. Pois somente a mão da vida pode conter nossos corações. E vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia; Pois as colunas do templo erguem-se separadamente, e o carvalho e o cipreste não crescem a sombra um do outro.

Gibran Khalil Gibran

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Visita de seu Anjo




Só passei para saber ...da sua saúde esperando sempre que esteja bem, da sua casa rezando para que esteja em Paz, da sua família esperando que esteja em harmonia, de seu trabalho desejando um enorme progresso, dos seus problemas mais bobos almejando uma solução, das suas finanças aspirando que você prospere, da sua vida sentimental torcendo para que tenha um amor, das suas preocupações pedindo a DEUS que você encontre tranqüilidade, se você se sente só tomara que perceba que estou sempre aqui, se sente em total abandono quero que encontre apoio na FÉ, Só passei para te desejar Bom dia... Boa tarde... Boa noite.... E para que saiba que estará sempre acompanhado (a) pelo bom pensamento desse anjo, E se ainda assim tudo lhe parecer escuro e você sentir que nada posso fazer, Saiba assim mesmo que sempre rezarei por você! Até sempre..... (Seu Anjo da Guarda)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ESPERANTO NOÇÕES BÁSICAS


Iniciando a série sobre os fundamentos básicos da língua internacional “Esperanto”, vamos comentar sobre o alfabeto.

Existem algumas letras que soam diferente do nosso idioma e outras que se diferenciam na própria grafia, são as consoantes com sinais diacríticos, como temos em português o (ç), que soa diferente do (c).

ĉ - pronuncia-se “tch”, como em “atchim”; tchau;
ĝ - pronuncia-se “dj”, como em “adjetivo, adjunto”;
ĥ - é fortemente aspirado como em “mujer” do espanhol;
ĵ - é como o nosso “j” de “janela”; jornal
ŝ - tem o som de “x”, como em xarope; xadrez;
ŭ - tem o som de “u” breve como em “pau, mau, saudade”.

A: sempre com o som aberto – como em pá, lá.
E: sempre com o som fechado – como em mesa.
O: sempre com o som fechado – como em alô, ovo.
C: com o som de “ts” – como em tsunami.
G: como em gato, guerra, guitarra.
H: sempre expirado como “h” do inglês em “help”, “hotel”
J: como um “ i” breve – como em pai, iate.
M, N: não formam sons nasais. A palavra amo lemos (á-mo) que significa amor.
R: levemente vibrante tanto no começo como no meio da palavra. Ex. cara, Maria.
S: sempre com som de “s” – exs.: signo, sapo, assado.


No alfabeto Esperanto não existem as letras: Q, X, W, Y. faz-se necessário sabermos os seus nomes , caso tenhamos que soletrar alguma palavra ou nome. Q= Kuo, X= Ikso, W= duobla v, Y= ipsilono.

Soletrando o alfabeto Esperanto

a – bô – tsô – tchô – dô - ê – fô – gô - djô – rrô – rrrô – i – iô –
jô – kô – lô- mô – nô – ô- pô – rô – sô – xô – tô – u – uô – vô – zô.

Para exercitar comece soletrando o seu nome. (publicado na edição 11 de março de 2010).

Publicado no Informativo I.D.H.P. edição 11- Março/2010 – Ano 1

domingo, 21 de agosto de 2011

Casa Arrumada


Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...

Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo?

Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.

Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.

A que está sempre pronta pros amigos, filhos... Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...

E reconhecer nela o seu lugar.

Carlos Drummond de Andrade


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Bela história e boa lição



Conta uma história que um Judeu trabalhava em um frigorifico na Noruega. Certo dia ao terminar sua jornada de trabalho, foi a uma camara frigorifica para fazer uma inspeção, inexplicavelmente a porta se fechou e o fecho de segurança travou e o trabalhador ficou preso dentro da camara. Bateu na porta com força, gritou por socorro mas ninguém o ouviu, todos já haviam saido para suas casas e era quase impossível que alguém pudesse escutá-lo pois a porta era muito grossa.

Já estava a quase cinco horas preso na camara e quanto mais o tempo passava mais próximo da morte por congelamento ele estava.

De repente a porta se abriu e o vigia entrou na camara e resgatou o trabalhador ainda com vida.

Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia, “Porque ele foi abrir a porta da camara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho ?.

Ele assim o explicou: “trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim todas as tardes. Todos os demais me tratam como se eu não existisse.

Hoje pela manhã me disse “Bom dia” quando chegou. Eu espero por esse bom dia ou ola, todas as manhãs e por um tchau ou até amanhã, todas as tardes. Entretanto não se despediu de mim, pensei que poderia estar em algum lugar do prédio ou poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei.
A nobreza do gesto e a importância de uma saudação




domingo, 24 de julho de 2011

ESPERANTO



Surgimento e expansão do esperanto no Brasil

1892/1893 – Francisco Valdomiro Lorenz, pioneiro do movimento esperantista na República Tcheca, emigra para o Brasil, indo morar na Colônia de São Feliciano, no interior do Rio Grande do Sul, tornando-se, dessa forma, o 1º esperantista no Brasil. Ele era filósofo, escritor e poeta e falava e escrevia em 24 línguas.
1898 – Arthur de Azevedo publica em 12 de abril, no jornal “O Paiz” o texto “Patro Nia” (O Pai Nosso), traduzido por Zamenhof. A escolha se deveu ao fato da oração ser bastante conhecida, facilitando a comparação com o texto em português.
1904 - O 1º livro para ensino do esperanto é editado no Brasil (19 de março). Trata-se da versão em português da obra “Premières leçons dEsperanto”, de Théophille Cart, traduzido por Caetano Coutinho e lançado pela Hachette e Cie.
1907 - Em abril, é lançado o 1º número da BRAZILA REVUO ESPERANTISTA, com notícias sobre o movimento esperantista brasileiro e internacional, e ainda um texto de Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, traduzido por Francisco Valdomiro Lorenz.
1907 – Em julho, é fundada a BRAZILA LIGO ESPERANTISTA (depois, BRAZILA ESPERANTO-LIGO), em 21/07/1907, tendo sido eleito como seu 1º presidente Everardo Beckeuser.
1937 - Por proposta de Ismael Gomes Braga, a FEB (Federação Espírita Brasileira), cria um departamento de Esperanto, empreendendo não só a edição de livros para aprendizado do esperanto, gramáticas e dicionários, além de obras da doutrina espírita em esperanto, e através de sua rede de livrarias disponibiliza a venda de livros de esperanto importados. A revista O REFORMADOR, abre espaço para a divulgação do esperanto entre seus milhares de assinantes, espalhados por todo o Brasil.
Sob a liderança de Oswaldo Leite de Moraes, é fundado na cidade de São Paulo, em 29/03/1937, o SPEK (São Paulo E-Klubo, que, a partir de 03/02/1962, passa a denominar-se San-Paŭlo E-Asocio e que, em 24/05/1981, adotará o nome de Esperanto-Asocio de San-Paŭlo).
1938 – O primeiro livro esperantista da FEB – Esperanto sem Mestre, de Francisco Valdomiro Lorenz, é publicado.
1943 – Publicada pela FEB a tradução em esperanto do “O Livro dos Espíritos”, feita pelo Prof. L. C. Porto Carreira Neto (1895-1964). Ele foi um grande filólogo, lingüista e poeta. A ele se deve diversas traduções de obras de Allan Kardec e de Francisco Cândido Xavier para a língua internacional.
1947 – Publicada pela FEB a tradução em esperanto do livro: “O Evangelho segundo o Espiritismo”), feita por Ismael Gomes Braga.
1964 – A FEB publica a tradução em esperanto do “(O livro dos Médiuns) feita pelo Prof. L. C.”. Porto Carreira Neto e Ismael Gomes Braga.
1988 – É lançada pela FEB a Campanha Nacional para o Estudo Sistematizado do Esperanto, usando material concebido e editado pela Casa.
O esperanto tem adeptos, jornais, revistas e editoras em inúmeros países. A sede mundial do movimento está na cidade holandesa de Rotterdam e um de seus núcleos mais ativos é a Liga Brasileira de Esperanto.
Há livros e revistas de literatura, política, economia, religião, sociologia, lingüística, filosofia, medicina e até histórias em quadrinhos! Todos com o mesmo objetivo: entender e ser entendido – objetivo esse cumprido por meio desse idioma simples e acessível.
Conheça o esperanto: www.lernu.net
Liga Brasileira de Esperanto: www.esperanto.org.br
Esperanto-Asocio de San-Paulo: www.easp.org.br

Publicado no Informativo I.D.H.P., edição 09 – Janeiro 2010. Ano 1

domingo, 26 de junho de 2011

Pedido de uma criança



Recebi esta msg de uma amiga á alguns anos e hoje ela voltou para mim.
Como estamos precisando muito de milagres, vamos relembrar.


Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão.

Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros.

Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio.

Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!

- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos -, explicou ele sem esperar uma resposta.

- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão -, respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre.

- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.

- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.

- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.

- Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.

O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava.

- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.

- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.

- Um dólar e onze cêntimos -, respondeu a garotinha bem baixinha. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.

- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!

Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse:
Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa..

Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa.

Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:

Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?

A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.

Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos.

Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei superior. Sei que você vai passar esta bola pra frente!

Lá vai ela. Jogue de volta para alguém que significa algo para você!

Uma bola é um círculo, sem início, sem fim. Ela nos mantém unidos como nosso Círculo de Amigos. Mas o tesouro interior que você verá é o tesouro da amizade que você me concedeu.

Hoje eu passo a bola da amizade para você.

Passe ela para alguém que seja um amigo seu.

MEU JURAMENTO PARA VOCÊ.

Quando você estiver triste... Vou secar suas lágrimas.





Quando você estiver com medo... Eu lhe darei conforto.

Quando você estiver preocupado... Vou dar-lhe esperança.

Quando você estiver confuso... Vou ajudá-lo a enxergar.

E quando você está perdido... E não pode ver a luz,
Vou ser o seu farol... Brilhando cada vez mais.

Este é o Meu juramento... Prometo até o fim...

Por que? Você pode perguntar... Porque você é Meu amigo.
Assinado: DEUS

ESPERANTO



QUEM FOI ZAMENHOF? 2ª PARTE

Zamenhof concluiu sua obra sobre a Língua Internacional, mas como publicá-la? Seus recursos financeiros eram precários assim como de sua família. Seu futuro sogro, homem dedicado à cultura, veio em seu socorro e financiou toda a publicação de sua obra. Assim, em 26.07.1887, saía da gráfica o seu primeiro livro. Chamava-se Lingva Internacia de autoria do Doktoro Esperanto com explicações em russo sobre a nova gramática. Doktoro Esperanto significa o doutor que tem esperança. Esse pseudônimo deu nome à língua que passou a chamar-se Esperanto. Em pouco tempo foram lançadas novas edições em polonês, francês, alemão e outras.

Como Esperanto passou a ser o nome da língua, Zamenhof decidiu mudar o seu pseudônimo para UNUEL, que em esperanto significa UNU (um) EL ( entre), pois ele se considerava um entre os demais esperantistas. Tal a sua humildade.
Zamenhof formou-se médico oftalmologista e também trabalhava arduamente pela divulgação da nova língua. Casou-se com Clara Zilbernisk com quem teve 6 filhos.
Toda a sua vida foi de sacrifícios, abnegação. Era humanitário e solidário.
Zamenhof jamais exigia honorários dos camponeses, tratava-os de graça, e pedia recursos aos fazendeiros para dar continuidade ao tratamento de sua clientela menos favorecida.
Certa ocasião, após socorrer crianças feridas num incêndio, inteirou-se de que a família havia perdido tudo o que tinha, sensibilizado, deu todo o dinheiro que possuía sem ao menos se preocupar em reservar algum dinheiro para a viagem de volta à sua casa, já que se encontrava bem distante.

Zamenhof dedicava 2 dias da semana para dar consultas grátis, proporcionando assim oportunidade de tratamento aos pobres, e pediu a seu filho Adam, que também era médico, que continuasse com essa prática.
Os pobres e os que passavam pela prova da cegueira tinham uma verdadeira veneração pelo bondoso médico.

No 3º Congresso Universal de Esperanto, ocorrido em Cambridge, Zamenhof encontra-se com vários esperantistas cegos, vindos de várias partes do mundo que muito o admiravam. Ele cumprimentou cada um deles e ficou emocionado quando estes lhe pediram para tocá-lo, já que eles jamais poderiam vê-lo.

Zamenhof traduziu o Velho Testamento para o Esperanto, seu desejo era que todos os livros sagrados fossem traduzidos.
Dizia que: "Se todos os fundadores de religiões pudessem encontrar-se pessoalmente, eles se apertariam as mãos reciprocamente, como amigos, porque todos tiveram um único objetivo: fazer com que os homens se tornassem bons e felizes".

Foram muitos os Congressos realizados. Em 1914 quando o 10º Congresso seria realizado em Paris, o mesmo não ocorreu devido a deflagração da 1ª Guerra Mundial. Estavam inscritos 3.700 participantes.

Com o advento da 1ª e 2ª Guerras Mundiais, foi proibido falar o Esperanto.

Muitos consideram o Esperanto uma língua morta, mas ao contrário, ela está bem viva e através da Internet começa a ganhar uma grande expansão.

Os Espíritos BEZERRA DE MENEZES, CAMILO CASTELO BRANCO, LÉON DENIS, VICTOR HUGO e CHARLES nos dão lições esclarecedoras sobre a existência de Academias modelo de Esperanto no Mundo Espiritual, das quais os encarnados colhem a inspiração para os trabalhos em favor do Esperanto na Terra. O Esperanto é a mais concreta lição de fraternidade que envolve o Mundo.

Em 06.12.09 será realizado em Niterói-RJ, o 16º Encontro Espírita Esperantista que terá como palestrante principal o Sr. Affonso Soares que abordará o tema: “Doutores March – Bezerra e Zamenhof – médicos dos pobres”.

Conheça o esperanto acessando o site: www.lernu.net

Publicado no Informativo I.D.H.P. edição 08 - Dezembro de 2009. Ano 1

Quem foi Zamenhof?



Luiz Lázaro Zamenhof nasceu em 15 de dezembro de 1859, na cidade de Bialystok, atualmente na Polônia. Era judeu e passou sua infância nesta pequena cidade onde se falava 4 (quatro) línguas oficiais: o russo, o alemão, o polonês e o ídiche.
Com 6 anos de idade ele se perguntava: - Por que tantas divergências? Divergências de crenças, de raças e de línguas. Muitas vezes ocasionando a morte das pessoas.
Estudou várias línguas, entre elas: o francês, o alemão, o latim e o grego. Sonhava em constituir uma língua internacional. Ela deveria ser simples e lógica, acessível a todas as pessoas e não apenas aos letrados.
Na última série do ginásio, ele já havia concluído o projeto sobre a língua internacional e no dia 05 de dezembro de 1878, contando 18 anos de idade, juntamente com outros 7 amigos do ginásio festejaram o nascimento da Língua Internacional. Era a forma embrionária do que mais tarde seria o Esperanto.
Sua família o enviou para Moscou para estudar medicina e seu pai o fez jurar que abandonaria aquela idéia de língua internacional e pediu que lhe entregasse os cadernos que continham os originais do projeto.
Seu pai, por precaução, por temer pelo futuro do filho, queimou os manuscritos. Sua família muda-se para Varsóvia.
Seu pai não consegue mantê-lo em Moscou e aos 22 anos ele retorna ao convívio familiar.
Ao chegar, procura por seus manuscritos e não os encontra. Então, dirige-se a seu pai e pede-lhe que o liberte da promessa, pois queria dar continuidade ao seu trabalho.
Refez tudo com muito fervor, pois tinha guardado na memória tudo o que continha os originais queimados.
Aos 28 anos, Zamenhof concluiu a sua obra, depois de experimentos exaustivos e comprovações minuciosas com os estudos da gramática e vocabulário intensamente vividos e testados.
Zamenhof formou-se médico oftalmologista e faleceu em 14 de abril de 1917 aos 57 anos. O seu corpo repousa no cemitério israelita de Varsóvia, onde os esperantistas de todo o mundo lhe rendem homenagem depositando flores em seu túmulo.
Todos os anos, no dia 15 de dezembro são realizados eventos esperantistas no mundo inteiro, para comemorar o aniversário do criador da Língua Esperanto.


Publicado no Informativo I.D.H.P, edição nº 7 -Novembro de 2009. Ano 1

sábado, 2 de abril de 2011

IDIOTA E A MOEDA


Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor de 2.000 REIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. Eu sei, respondeu o tolo. "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda". Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa: A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é. A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história? A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda. Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente. Enviada pelo amigo Francisco Camilo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Criação do Feminino


"Há muitas eternidades,
quando luz e matéria eram uma coisa só,
o Engenheiro Maior
saiu pelo infinito jardim do cosmos
embelezando a sua obra de perfeição.

Com seu pincel imaterial
salpicou o éter com galáxias e constelações,
colocou lindos anéis em Saturno;
com cores astrais
transformou Júpiter num gigante
sob todos os aspectos
e coloriu a Terra com o mais fascinante azul.

Depois, pegou a graça das andorinhas,
a delicadeza das borboletas,
o perfume das flores
e outros ingredientes misteriosos
criando, assim, a mulher,
obra prima de suas criações.

Tirou pequenas frações, pitadas mesmo,
da essência amorosa e emotiva da mulher,
juntou com energias primárias
vindas do seio da Terra
e criou o homem
para que esse também colaborasse,
junto com a mulher,
na obra de evolução e beleza
que é a vida !"

Texto: Cláudio Tadeu Cavallote
Minha singela homenagem a todas mulheres, nesse dia 8 de março. =)