quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Uma bela história


SUA VEZ, VOVÔ...

 

Da Europa em guerra, conta-se que uma família foi forçada a sair de sua casa quando tropas inimigas invadiram a localidade onde viviam. Para fugir aos horrores da guerra, perceberam que sua única chance seria atravessar as montanhas que circundavam a cidade.
Se conseguissem êxito na escalada, alcançariam o país vizinho e estariam a salvo. A família compunha-se de umas dez pessoas, de diversas idades. Reuniram-se e planejaram os detalhes: a saída de casa, por onde tentariam a difícil travessia. O problema era o avô.
Com muitos anos aos ombros, ele não estava muito bem. A viagem seria dura.
— "Deixem-me", falou ele. - "Serei um empecilho para o êxito de vocês. Somente atrapalharei.
Afinal, os soldados não irão se importar com um homem velho como eu".
Entretanto, os filhos insistiram para que ele fosse. Chegaram a afirmar que se ele não fosse, eles também ali permaneceriam.
Vencido pelas argumentações, o idoso cedeu. A família partiu em direção à cadeia de montanhas. A caminhada era feita em silêncio.
Todo esforço desnecessário deveria ser poupado. Como entre eles havia uma menina de apenas um ano, combinaram que, a fim de que ninguém ficasse exausto, ela seria carregada por todos os componentes da família, em sistema de revezamento.
Depois de várias horas de subida difícil, o avô se sentou em uma rocha. Deixou pender a cabeça e quase em desespero, suplicou: - "Deixem-me para trás. Não vou conseguir. Continuem sozinhos".
— "De forma alguma o deixaremos. Você tem de conseguir. Vai conseguir", falou com entusiasmo o filho.
— "Não", insistiu o avô, "deixem-me aqui".
O filho não se deu por vencido. Aproximou-se do pai e energicamente lhe disse: - "Vamos, pai. Precisamos do senhor. É a sua vez de carregar o bebê".

O homem levantou o rosto. Viu as fisionomias cansadas de todos. Olhou para o bebê enrolado em um cobertor, no colo do seu neto de treze anos. O garoto era tão magrinho e parecia estar realizando um esforço sobre-humano para segurar o pesado fardo. O avô se levantou. - "Claro", falou, "é a minha vez. Passem-me o bebê".
Ajeitou a menina no colo. Olhou para o seu rostinho inocente e sentiu uma força renovada. Um enorme desejo de ver sua família a salvo, numa terra neutra, em que a guerra seria somente uma memória distante tomou conta dele. - "Vamos", disse, com determinação.
— "Já estou bem. Só precisava descansar um pouco. Vamos andando". O grupo prosseguiu, com o avô carregando a netinha. Naquela noite, a família conseguiu cruzar a fronteira a salvo.
Todos os que iniciaram o longo percurso pelas montanhas conseguiram terminá-lo. Inclusive o avô.
Se alguém a seu lado, está prestes a desistir das lutas que lhe compete, ofereça-lhe um incentivo. Recorde da importância que ele tem para a pequena ou grande comunidade em que se movimenta. Lembre-o que, no círculo familiar, na roda de amigos ou no trabalho voluntário, ele é alguém que faz a diferença..
Ninguém é substituível. Cada criatura é única e tem seu próprio valor. Uma tarefa pode ser desempenhada por qualquer pessoa, mas uma pessoa jamais substituirá a outra. Não permita que ninguém fique à margem do caminho somente porque não recebeu um incentivo, um estímulo, um motivo para prosseguir, até a vitória final.



Autoria Desconhecida

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Palestra do rabino...

No mês de agosto de 2001, Moshê (nome fictício), um bem sucedido
             empresário judeu, viajou para Israel a negócios.
             Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário
             aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na
             esquina das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém.
             O estabelecimento estava superlotado.
             Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar
             muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma
             coisa, mas ele não dispunha de tanto tempo.
             Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de
             pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu.
             Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe
            se ele aceitaria entrar na fila na sua frente.
             Mais do que agradecido Moshê aceitou.
             Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima
             reunião.
             Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo
             > aterrorizador.
             Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que
             ele acabara de percorrer o que acontecera.
             O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na
             pizzaria Sbarro`s.
             Moshê ficou branco.
             Por apenas dois minutos ele escapara do atentado.
             Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar
             na fila.
             Certamente ele ainda estava na pizzaria.
             Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.
             Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se
             aquele homem necessitava de ajuda.
             Mas encontrou uma situação caótica no local.
             A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos
             para aumentar seu poder destrutivo.
             Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas
             morreram, sendo seis crianças.
             Cerca de outras noventa pessoas ficaram ferida,algumas em condições
             críticas.
             As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada.
             Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico,
             outras tentando ajudar de alguma forma.
             Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas
             eram socorridas por policiais e voluntários.
             Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda.
             Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército.
             Moshê procurou seu "salvador" entre as sirenes sem fim, mas não
             conseguiu encontrá-lo.
             Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera
             com o israelense que lhe salvara a vida.
             Moshê estava vivo por causa dele.
             Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda
             e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida.
             O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião
             que o aguardava.
             Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham
             sido levados os feridos no atentado.
             Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais.
             Ele estava ferido, mas não corria risco de vida.
             Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava
             acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera.
             Disse que faria tudo que fosse preciso por ele.
             Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida
             Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu
             cartão com ele.
             Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não
             deveria hesitar em comunicá-lo.
             Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório
             em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma
            >
             operação de emergência.
             Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada
             cirurgia fica em Boston, Massachussets.
             Moshê não hesitou.
             Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos
             dias.
             Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu
            amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.
             Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo
             senso de gratidão.
             Outra pessoa poderia ter dito "Afinal, ele não teve intenção de
             salvar a minha vida, apenas me ofereceu um lugar na fila..."
             Mas não  Moshê,ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após
             o atentado.
             E ele sabia como retribuir um favor.
             Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu
             amigo, e deixou de ir trabalhar.
             Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze
             de setembro de 2001.
             Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade
             Center Twin Towers.
             (Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand)
             "Entrai pelas portas dele com gratidão,e em seus átrios com louvor;
            louvai-o, e bendizei o seu nome." Salmos 100:4

quarta-feira, 8 de maio de 2013

FRAGMENTOS DE UMA VIDA


Se eu fosse você eu diria obrigada
por todos os passeios que fizemos juntos correndo pela praia,
rolando nas areias úmidas e quentes de verões passados.

Se eu fosse você diria obrigada por tantas vezes
ter me protegido da chuva, do frio...
Por ter me mostrado a beleza das estrelas
e sentir ao meu lado as transformações do tempo e as minhas também.

Se eu fosse você eu diria obrigada por não me deixar triste,
por enxugar as minhas lágrimas...
Diria obrigada por ter olhos somente para mim mesmo quando,
às vezes, os meus se fecham por falta de bom senso.

Se eu fosse você diria obrigada por cada sorriso que me ofereceu,
por cada beijo, por cada abraço, e que abraços!!!
Diria obrigada por poder eu adormecer inúmeras vezes em seu regaço
sentindo seu cheiro e o calor inconfundível do seu corpo protetor.

Se eu fosse você diria obrigada por sempre estar preocupada comigo
quando não estou distante de seus olhos...

Se eu fosse você diria obrigada por nunca demonstrar desânimo
para atender as minhas exigências...
Por preparar o prato mais delicioso...

Diria obrigada por jamais me negar um carinho
mesmo quando o cansaço lhe atravessava a alma...

Diria obrigada por acreditar em mim no momento que a minha vida
parecia um barco sem rumo,
Quando me senti menor que uma partícula de poeira jogada ao vento.

Diria obrigada por você ser a luz que brilha na escuridão,
por saber que você me dá forças para vencer
as vicissitudes nas horas de ínfimo desgosto...

Diria que você é como aquela suave brisa que ameniza o sol abrasador,
um universo em miniatura no alcance das minhas mãos,

Se eu fosse você eu diria obrigada por segurar a minha barra
quando da primeira desilusão, a segunda...

Ah! e última também!
Se eu fosse você eu diria obrigada por você existir...
Se eu fosse você eu diria quantas vezes fossem necessárias:
- Obrigada pelos meses que me carregou no ventre,
Pelos sofrimentos que passaste por minha causa.
Diria obrigada pelas noites em claro...
Pelas tantas de lágrimas que derramou por mim,
Obrigada pelas lições que aprendo com você.

Você é a melhor mãe do mundo!

...Eu te amo...

Milton Cavalieri

 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A ARANHA

A aranha.

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:
- "Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!"

Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha. A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha. O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado:
- "Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha."
- "Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar..."

Abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia. Estavam os malfeitores entrando na trilha, na qual ele se encontrava esperando apenas a morte. Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:
- "Vamos, entremos nesta trilha!"
- "Não, não está vendo que tem até teia de aranha!? Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas..."

Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível. Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos confiança n'Ele para deixar que sua glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.



PROFESSOR ANTONIO NEME

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Falar com Amor

Falar com amor não é apenas uma coisa emocional.


É fisiológico.

É a habilidade de colocar energia na sua voz de
forma que ela se estenda além das palavras.

É tornar todas as suas palavras em uma mensagem
para você primeiro.

Assim você é honesto, filtrando tudo através do seu
próprio sistema.

Assim as pessoas acreditarão em você.

Perceba os sentimentos e motivos que acompanham
suas palavras e então você nunca terá que dizer:
Eu não queria falar aquilo, mas agora eu já falei.


Brahma Kumaris

quarta-feira, 21 de março de 2012

REDAÇÃO DO CONCURSO DA VOLKSWAGEM

No processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: 'Você tem experiência'? A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e com certeza ele será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma. REDAÇÃO VENCEDORA: Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar. Já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto. Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro. Já me cortei fazendo a barba apressado. Já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas. Já subi em árvore pra roubar fruta. Já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas. Já escrevi no muro da escola... Já chorei sentado no chão do banheiro. Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando. Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado. Já me joguei na piscina sem vontade de voltar. Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios. Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso. Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua. Já gritei de felicidade. Já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol. Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas. Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?' .
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência...Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? "Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?"

A LUZ DO OLHAR



Mesmo diante de todos os problemas,
da maior das dores,
do desabar de tetos,
das lágrimas que rolam...
Mesmo quando as coisas que sonhamos,
as pessoas de quem gostamos,
os momentos que nos cativam
e os sentimentos que nos confortam se vão...
Mesmo quando há mais não que sim,
as portas se fecham a todo instante,
há mais noite que dia,
há mais problemas que soluções...
Mesmo quando tudo parece perdido,
quando todos parecem ter desistido,
quando o provável se torna impossível...
... sempre haverá um caminho.
... sempre haverá uma solução.
... sempre haverá um amanhã.
...enquanto mantivermos brilhando
a Luz do Olhar...
A Luz que guia, que mostra a esperança,
um novo caminho, uma nova alternativa
nos conduzirá à vitória!